A juíza da 1ª vara do JEC de Campinas (SP) condenou a empresa de telefonia Claro a indenizar um casal homoafetivo que foi tratado de forma discriminatória. A ré alegou que, por causa da pandemia, o casal teria que ser atendido separadamente. Entretanto, casais heterossexuais não sofreram a mesma restrição em seu atendimento.

Os autores alegam, na ação de indenização por danos morais, que são titulares de duas linhas telefônicas da Claro e, quando foram ao seu estabelecimento físico para tratar sobre as linhas, foram impedidos de serem atendidos juntos, sob alegação de ser este um procedimento de segurança relacionado à Covid-19.

Apesar de tratar-se de um casal, a gerência permitiu somente o atendimento separado. Os autores, porém, notaram que outros casais heterossexuais foram atendidos juntamente. Ao questionarem a razão de outros casais estarem sendo atendidos em conjunto, os funcionários da empresa chamaram a segurança do shopping para tirá-los da loja. Nesse momento, o casal formalizou uma reclamação.

Segundo observou a magistrada, a versão autoral foi comprovada pelo registro de reclamação e pelo boletim de ocorrência, sendo que a Claro não opôs qualquer prova em sentido contrário: “A orientação sexual do indivíduo, patrimônio íntimo de sua personalidade e que merece a devida tutela jurídica, não pode e não será motivo para que homofóbicos disseminem seu ódio infundado de forma deliberada. Cabe ao Poder Judiciário, portanto, com base em seus princípios e valores constitucionais, acolher a vítima do preconceito e punir o ofensor, com o fito de amparar a comunidade LGBT como um todo, que deve estar consciente de seus direitos e procurar a justiça quando estes forem violados, além de repreender aqueles que discriminam qualquer tipo de minoria social.”

Para a juíza, condutas como a praticada pela ré inibem, e muito, um saudável desenvolvimento social, pois muitos homossexuais negam e escondem sua orientação devido ao medo de sofrerem agressões e passarem por situações como à que os autores foram submetidos.

“E, dessa forma, deixam de viver sua vida de forma plena, já que são obrigados a reprimir sua sexualidade, parte essencial de sua individualidade e sem a qual o indivíduo jamais será inteiramente feliz.”

Dessa forma, condenou a Claro ao pagamento de R$ 10 mil, a título de danos morais, para cada autor da ação.

Fonte: Migalhas

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